Estar aberto à
mudança e enfrentar o desafio com um sorriso nos lábios e sem medo
Indisciplina VS Mudança
Segundo os dados recolhidos recentemente pela OMS, para os jovens, a
indisciplina nas aulas deve-se ao tipo de aulas, que consideram ser aborrecidas,
e “a matéria”, que descrevem como excessiva, explicou Margarida Gaspar de
Matos, a investigadora que em Portugal coordena este estudo da OMS desde que,
em 1998, o país começou a participar.
A indisciplina, de acordo com Joaquim Azevedo (psicólogo), deve-se ao facto de que “a escola não cativa” os jovens. Por sua vez, os
professores queixam-se de que “os alunos chegam desmotivados” às aulas. O que explica
a falta de motivação é o facto de que “a escola mudou pouco e os adolescentes
mudaram muito”. E se se tenta ensinar “nativos digitais” de uma forma
semelhante àquela que “existia há 50 anos”, dificilmente os "nativos
digitais" gostarão dessas aulas.
Os professores e os alunos terão de desenvolver e respeitar valores,
regras e limites, no sentido de acabar com a indisciplina na Escola. A Escola e
os professores devem preocupar-se mais em mudar a metodologia pedagógica no
sentido de motivar os alunos a interessar-se pelo seu próprio processo de ensino
– aprendizagem, levando-os a procurar o conhecimento e a integrá-lo, de forma a
serem autónomos, independentes, cívicos, críticos e participativos na
comunidade. Para desenvolvermos nos alunos a ideia de pertença e participação,
na comunidade / sociedade, é essencial que se proceda a várias mudanças urgentes
na Escola.
As mudanças terão de passar pela utilização equilibrada do mundo
digital, uma vez que vivemos “na globalização” e temos de nos abrir ao mundo
para nos mantermos atualizados. Os mais novos vivem mais abertos para o mundo e
virados para este, sedentos de informação e com acesso a ela. Cabe-nos a nós,
professores, ter uma visão muito mais global e verificar que o nosso mundo,
afinal, não é o nosso quintal, o nosso espaço de conforto: temos, como
profissionais, que acompanhar as mudanças da sociedade e adotar as novas
tecnologias como metodologia de trabalho. O professor, profissionalmente, deve
manter-se sempre atualizado e inovar em educação; por esse motivo, terá de
estar preparado para contribuir para a autonomia dos alunos e para um processo
de ensino-aprendizagem mais criativo e motivador, adquirindo as competências
digitais necessárias, através de formação específica, enriquecendo a sua
profissionalidade docente, porque deve estar sempre aberto à mudança, num mundo
em que não há volta a dar senão avançar.
“Toda a vida é mudança." Logo, não há que ter medo, deve
enfrentar-se o desafio e seguir em frente com um "sorriso nos
lábios", confiando nas nossas capacidades para atingir o sucesso. No
entanto, considero que não se deve exagerar no uso das novas tecnologias, uma
vez que podem criar dependência e problemas nos jovens como a depressão, a
ansiedade, o stress... E mais, não devemos voltar ao passado das
"tele-escolas", substituindo as televisões pelos computadores,
telemóveis, tablets, tornando a aprendizagem uma relação (professor - aluno)
muito impessoal.
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